Segunda-Feira, 10 de Agosto de 2020

Com lotação em 100%, Santa Casa tem colapso em leitos UTI


Hospital não tem leitos e respiradores para vítimas de acidentes ou outras doenças que não sejam covid
Todos os leitos de UTI para casos não-covid estão ocupados - Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado

Menos de uma semana após inaugurar 10 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a Santa Casa de Campo Grande anunciou hoje que está com 100% dos leitos UTI de pacientes que não são casos de Covid ocupados.

Em nota, o hospital também relata falta de ventiladores pulmonares eletrônicos e a necessidade do retorno do uso do ambu - da sigla em inglês para Unidade Manual de Respiração Artificial, que demanda a necessidade contínua de um profissional de saúde para manuseá-lo. 

Este respirador manual é usado em casos excepcionais, apenas quando há falta do eletrônico.

A Santa Casa é o hospital de Campo Grande que recebe pacientes de casos graves e gravíssimos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em casos que não são covid-19, como problemas de saúde e acidentes de trânsito, por exemplo.

São estes os leitos que estão totalmente ocupados, enquanto os instalados para Covid continuam com capacidade de internação.

"Precisamos conscientizar as pessoas, os hospitais estão entrando em colapso e a Santa Casa é hoje o único hospital a receber casos gravíssimos não-covid e, neste momento, atingimos 100% de ocupação nas UTIs adulto do hospital", diz a nota. 

Internações

Conforme notificado pelo Portal do MS na semana passada, a maioria das internações no Estado são de pacientes com outras enfermidades, prevalência da ortopedia, por conta acidentes de trânsito.

Cerca de 55% dos internados no Estado são pacientes não infectados pela Covid-19, o que tem preocupado autoridades de saúde por conta da crescente de casos que vive Mato Grosso do Sul e do temor de que, caso a doença continue crescendo, possa faltar leitos para esses doentes em razão de internações que poderiam ser evitadas.  

Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram que entre as quatro macrorregiões, a mais atingida é a de Campo Grande.

 

Fonte: Correio do Estado